segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Dilma quer 12 mil profissionais no Mais Médicos até abril de 2014

Presidente afirmou que autorizou reformas para postos de saúde em MG
Do R7
Presidente diz que 12 mil são necessários para "primeiro momento"Wesley Santos/12.10.2013/Estadão Conteúdo

A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta segunda-feira (14) que o objetivo do governo é ter cerca de 12 mil profissionais atuando pelo programa Mais Médicos até março ou abril de 2014.
— Esse é o número que é necessário em um primeiro momento, considerando todas as demandas de todos os municípios. Eles são absolutamente necessários para o Brasil.
Durante o evento de inauguração de fábrica de transformadores, em Itajubá, Minas Gerais, ela afirmou que  "estão sendo reformados 1.020 dos 5.000 postos de saúde no Estado. Segundo ela, foi dada autorização para a construção de outras 750 unidades até o fim de 2014.
“Mais Médicos deu resultado”, diz vice-presidente
Na manhã desta segunda-feira, o vice-presidente do Brasil, Michel Temer, afirmou que o Mais Médicos "é uma coisa que deu resultado". Porém, apesar da afirmação, ele não deu detalhes. O vice-presidente participou nesta manhã de um evento sobre a questão da saúde, em São Paulo.
— Vamos nos empenhar para colocar médicos em todo o País, nos 700 municípios em que não há nenhum médico.
De acordo com Temer, há um planejamento do governo para trazer "mais verbas para saúde ao longo destes anos".
— O Senado também acabou de aprovar 50% das emendas do orçamento impositivo para a saúde. Temos a saúde como um dos pontos principais do governo.
Mais Médicos: governo gasta R$ 3,7 milhões com profissionais parados
Nova leva de estrangeiros
Desde a segunda-feira (7), cerca de 2.000 médicos cubanos passam pela etapa de treinamento para atuarem em hospitais e postos em todo País. O curso continuará por mais duas semanas, além de aulas sobre saúde básica e sistema de saúde brasileiro, os profissionais vão estudar a língua portuguesa.
O curso tem carga horária de 120 horas e tem ênfase em conhecimentos linguísticos, de comunicação, doenças prevalentes no Brasil e também aspectos éticos e legais da prática médica.
Segundo o MInistério da Saúde, até esta segunda-feira, 443 dos 662 médicos com diploma estrangeiro haviam recebido registro provisório.
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Câmara vota destaques da MP do Mais Médicos

Texto final da MP mantém Ministério da Saúde como responsável pela emissão dos registros dos estrangeiros; exigência de residência em Medicina Geral para ingresso na especialização, e 30% de carga horária na Atenção Básica no SUS durante internato
O Plenário da Câmara dos Deputados votou, nesta quarta-feira (9), os destaques apresentados à Medida Provisória 621/2013 que criou o Programa Mais Médicos. Depois da aprovação do relatório da MP na terça (8), os parlamentares avaliaram cada uma das emendas sugeridas. O texto aprovado traz poucas alterações em relação ao relatório da comissão mista. A votação segue agora para o Senado Federal.
O relatório aprovado mantém o Ministério da Saúde como responsável pela emissão dos registros profissionais dos médicos com diploma no exterior, conforme texto do relator, o deputado  Rogério Carvalho. Os Conselhos Regionais de Medicina (CRM) permanecerão com a responsabilidade de fiscalizar o trabalho dos médicos do programa.
O texto final também mantém a orientação de que os graduados em Medicina terão de fazer entre um e dois anos de residência em Medicina Geral de Família e Comunidade para ingressar nas demais especializações. Além disso, ao menos 30% da carga horária do internato médico na graduação deverá ser na atenção básica e em serviço de Urgência e Emergência do SUS.
“Conseguimos resolver nesses 60 dias de trabalho uma demanda de 40 anos. O Governo sai com um programa mais robusto do que quando entrou. Uma política clara para a medicina”, afirmou o deputado Rogério Carvalho, relator da MP.
CARREIRA –Entre as mudanças, foi aprovada a emenda que exige, após os três primeiros anos de participação no programa, o exame de revalidação de diploma, o Revalida, e integração a uma carreira médica específica como requisitos para prorrogação da atuação do profissional no programa por mais três anos. Esta carreira deverá ser regulamentada.
Outros destaques aprovados foram a exclusão do Fórum Nacional de Ordenação de Recursos Humanos na Saúde, e a inclusão de um artigo para esclarecer que médicos aposentados podem aderir ao Programa.
 
Por Mariana Oliveira e Newton Palma, da Agência Saúde
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domingo, 13 de outubro de 2013

Impasse 'trava' 13 profissionais do 'Mais Médicos' na região de Campinas

Na região de Campinas, sete cidades são afetadas por conta de impasse.
Sem atender população, profissionais precisam executar outras atividades.

Leandro Filippi Do G1 Campinas e Região
 

A falta de registro no Conselho Regional de Medicina (CRM) impede a atuação de 13 profissionais do programa “Mais Médicos” na Região Metropolitana de Campinas (RMC), segundo informações do Ministério da Saúde. O embaraço entre o governo federal e a entidade fiscalizadora da categoria afeta sete cidades.
O impasse ocorre porque o CRM não concorda em liberar o registro para médicos estrangeiros e brasileiros formados no exterior antes de aprovação no Revalida. De acordo com o Ministério da Saúde, na RMC há um médico uruguaio, um argentino, um espanhol, um português, um mexicano e dois cubanos, além seis brasileiros que atuavam em outros países e vieram ao Brasil por meio do “Mais Médicos”.
População prejudicada
Em Campinas, dois médicos brasileiros formados na Argentina chegaram à cidade em 23 de setembro e ainda não podem fazer atendimentos individuais por conta da falta de registro. Na avaliação da coordenadora de Atenção Básica da Secretaria de Saúde, Maria Antonieta Salomão, a população dos locais onde os profissionais irão atuar “está sendo realmente prejudicada”.

“Se a gente pensar em termos de impacto para o município é pequeno, mas para o território que eles vão atuar é grande. São 40 horas a menos de médico para o atendimento”, disse a coordenadora. Os brasileiros formados na Argentina vão trabalhar no Jardim Fernanda e Campo Belo.
Atuação sem registro
De acordo com Maria Antonieta, sem registro os médicos têm dificuldades em cumprir as 40 horas de trabalho. Enquanto não podem atuar, eles participam de reuniões da equipe, discussões de casos, capacitações e conhecem os protocolos do município, além das unidades de saúde e locais onde irão atuar.
Info Mais Médicos V8 8.10 (Foto: Editoria de Arte/G1)
A coordenadora de Atenção Básica explicou ainda que, sem o registro, os dois médicos não podem fazer atendimento individual, nem prescrever medicamentos. Segundo Maria Antonieta, o casal de brasileiros formado na Argentina está “angustiado” com a situação, e preocupado de estar no programa federal sem conseguir trabalhar.

Cidades afetadas
Segundo o Ministério da Saúde, na RMC os médicos estrangeiros, ou brasileiros que atuavam no exterior, estão em Americana (3), Campinas (2), Engenheiro Coelho (1), Indaiatuba (4), Itatiba (1), Pedreira (1) e Santo Antônio de Posse (1).
Em nota, o Conselho Federal de Medicina (CFM) informou que chegou a um “entendimento” com o governo e que o registro dos profissionais ficará a cargo do Ministério da Saúde. Apesar disso, a entidade ressalta que o posicionamento “não implica adesão ao Programa Mais Médicos, o qual continua a merecer críticas pela forma como tem sido conduzido”.
A Câmara dos Deputados aprovou no dia 8 de outubro o texto-base da medida provisória que criou o programa Mais Médicos. O Ministério da Saúde ficou autorizado a conceder registro provisório a estrangeiros, mas a proposta ainda precisa passar pelo Senado e ser sancionada pela presidente Dilma Rousseff antes de passar a valer.
O programa
Lançado em 8 de junho deste ano, o programa Mais Médicos tem o objetivo de aumentar o número de médicos atuantes na rede pública de saúde em regiões carentes.

A proposta permite a vinda de profissionais estrangeiros ou de brasileiros que se formaram no exterior sem a necessidade de revalidação do diploma. Os profissionais receberão uma bolsa mensal de R$ 10 mil, mas não terão direito a direitos trabalhistas, como férias, 13º salário ou contribuição para o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço.

O programa também prevê a obrigatoriedade de estudantes de medicina atuarem por dois anos no Sistema Único de Saúde. O período valerá como parte da residência médica.

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quarta-feira, 9 de outubro de 2013



Câmara aprova texto principal da MP do Mais Médicos e vota destaques hoje

 

Do UOL, em São Paulo               

Após intensa pressão do Planalto para viabilizar a aprovação, a Câmara dos Deputados aprovou na madrugada desta quarta-feira (9) o texto base da medida provisória que cria o Mais Médicos, programa federal que inclui a contratação de médicos estrangeiros para atuar no Brasil.
A Câmara volta a discutir a medida às 13h30 de hoje, para a votação de 13 destaques, que podem alterar trechos do texto final. Para virar lei, a medida provisória ainda precisa passar pelo Senado.
  • Arte UOL Saiba qual a proporção de médicos em cada Estado e o panorama em outros países
A sessão extraordinária durou 7 horas devido aos diversos requerimentos apresentados pela oposição com o objetivo de obstruir a votação.
Considerado um dos principais trunfos para a sua reeleição em 2014, o programa foi apresentado pela presidente Dilma Rousseff em julho passado para suprir a falta de médicos na rede pública em cidades do interior e nas periferias das capitais. A proposta também faz modificações na formação médica no país.
O texto aprovado prevê que o registro de médicos seja feito pelo Ministério da Saúde e não mais pelos Conselhos Regionais de Medicina (CRMs). Os conselhos vinham dificultando a emissão do registro, impedindo a atuação desses profissionais. As entidades médicas criticam a dispensa de revalidação do diploma dos profissionais formados no exterior.
Após um acordo, porém, as entidades médicas decidiram recuar neste ponto em troca da inclusão no programa de uma carreira de Estado dos médicos a ser implantada nos próximos anos.
Outra questão polêmica que ficou de fora do texto aprovado é a criação de um fórum consultivo para tratar de diferentes temas da saúde.
Durante o debate de um dos requerimentos usados para protelar a votação, o clima chegou a ficar tenso entre os parlamentares e a sessão foi interrompida por alguns minutos. Além de deputados contrários à medida provisória do Mais Médicos, parlamentares ligados à bancada ruralista também passaram a obstruir a votação a fim de pressionar a Presidência da Casa para instalar uma comissão para discutir uma proposta que trata de demarcações de terras indígenas.
O deputado Alceu Moreira (PMDB-RS) comentava a invasão de índios ocorrida na Câmara na semana passada, dizendo que, entre os indígenas, havia "vagabundos". O deputado Ivan Valente (PSOL-SP) se ofendeu e, exaltado, disse que ali não havia vagabundos. O deputado Luis Carlos Heinze (PP-RS) saiu em defesa de Moreira e ele e Valente precisaram ser contidos por colegas para não chegarem às vias de fato.
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Médicos protestam pelo país102 fotos

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8.out.2013 - Um pequeno grupo de médicos protesta em frente ao prédio do Ministério da Saúde, no Rio de Janeiro, contra a medida provisória do programa Mais Médicos, prevista para ser votada hoje em Brasília. O Cremerj (Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro) e o sindicato da categoria participam da mobilização Leia mais Fernando Maia/UOL

Formação médica

O texto determina ainda que, em vez de criar estágio obrigatório de dois anos no SUS (Sistema Único de Saúde) para os recém-formados em medicina, pelo menos 30% da carga horária do internato do curso de graduação, fase que associa estudo e prática, seja realizado em serviço de urgência e emergência do SUS (sete meses).
O projeto também cria o programa de residência em medicina geral de família e comunidade, cuja realização será pré-requisito para o ingresso em outras especialidades, como clínica médica, cirurgia geral, a partir de 2019. Essa especialidade em medicina geral será voltada para especificidades do SUS, como atuação em urgência e emergência, atenção domiciliar, saúde mental, saúde coletiva, entre outros.
A MP determina também o exame de avaliação para o curso de graduação em medicina, a cada dois anos, a partir de 2015. Para os programas de residência, a avaliação será anual, também a partir de 2015. O Inep será responsável pelas provas, que vão avaliar conhecimentos, habilidades e atitudes.
O médico formado no exterior que participa do Mais Médicos terá de revalidar o diploma se quiser continuar no programa passados quatro anos. O programa é de três anos, prorrogável por mais três. O texto original dispensava o Revalida durante todo o programa.
A MP determina ainda que o número de médicos estrangeiros do Mais Médicos não poderá exceder 10% de médicos brasileiros com inscrição definitiva dos CRMs.
Quanto à estrutura da saúde pública, o SUS terá prazo de cinco anos para adotar as unidades básicas de saúde com qualidade de equipamentos e infraestrutura.
Em relação à abertura de vagas, a medida provisória determina que, a partir de 31 de dezembro de 2018, o número de vagas de residência precisa ser igual ao número de formandos em medicina.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Segunda turma de médicos estrangeiros começa a ser avaliada hoje em quatro capitais


07/10/2013 - 15h55

Carolina Sarres
Repórter da Agência Brasil

Brasília – A avaliação da segunda turma de médicos estrangeiros selecionados para trabalhar no Brasil por meio do Programa Mais Médicos começou a ser feita hoje (7) em Brasília, Vitória, Belo Horizonte e Fortaleza.
No total, são 2.180 profissionais, que terão três semanas de aulas de português e de saúde pública, com ênfase no modelo do Sistema Único de Saúde (SUS), para, então, passar pela avaliação e começar a trabalhar, se aprovados.
Em Brasília, há 500 médicos cubanos e 180 de outras nacionalidades – entre os quais 55 brasileiros com diplomas obtidos no exterior. Nas outras capitais, há mais de 1,4 mil cubanos.
Nesta etapa de preparação dos estrangeiros, eles irão visitar unidades de saúde e fazer simulações de casos complexos. Os médicos que atuarão em áreas indígenas terão aulas de conteúdos específicos. Os profissionais que iniciam a preparação hoje participaram da segunda etapa de seleção do Mais Médicos, de 19 a 30 de agosto e deverão começar a trabalhar na segunda quinzena deste mês.
A boliviana Sandra Mariza Soléz, que vai atender em Tanhaçú, no interior da Bahia, mostrou-se entusiasmada para começar a trabalhar. "Já visitei o lugar, gostei muito da gente. Meu sonho sempre foi trabalhar no Brasil, mais ainda no interior. Vou entregar todo o meu tempo e dar atenção a essa gente", disse Sandra, que se formou em Cuba e antes de vir para o Brasil trabalhou na Venezuela.
"Acredito que esse módulo de avaliação foi bem elaborado, bem estudado pelas pessoas competentes e vai permitir que nós aprendamos e atuemos da melhor forma possível", disse o brasileiro Pedro de Souza Fausto, formado na Venezuela e selecionado pelo programa para atuar em Boa Vista.
"O período de avaliação é essencial para os médicos estrangeiros se familiarizarem com o SUS e para prepará-los para o atendimento da população brasileira com todas as suas peculiaridades", disse, em nota, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Entre os médicos da segunda etapa, alguns ainda não receberam o registro dos conselhos estaduais de Medicina para trabalhar. De acordo com o Ministério da Saúde, do total de registros solicitados, 50% ainda estão pendentes, muitos dos quais com processos em tramitação na Justiça. Os conselhos argumentam que os médicos estrangeiros devem se submeter à revalidação de seus diplomas, e não à avaliação do governo.
O Ministério da Saúde informou que Alagoas, Amazonas, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais e São Paulo são os estados nos quais a pasta enfrenta dificuldades. "Já temos a sinalização de alguns estados de que, ao longo desta semana, os registros serão concedidos", disse o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES) do Ministério da Saúde, Mozart Sales.
Segundo ele, isso precisa ocorrer rapidamente para não prejudicar a população. "Na maioria dos estados que não concederam os registros, esses documentos estão retidos por uma compreensão equivocada, que prejudica o andamento do programa. Os prejudicados são os brasileiros, que deixam de ter atendimento por causa dessa postura", acrescentou o secretário.
Para Sales, o impasse sobre a concessão dos registros deve ser equacionado nas próximas semanas, seja pelos conselhos estaduais, seja com a tramitação da Medida Provisória (MP) do Mais Médicos (621/13), que pode ser votada amanhã (8) ou quarta-feira (9) no plenário da Câmara. A MP já passou pelas comissões da Casa e aguarda votação para, então, ir ao Senado, por onde tem de passar até o dia 5 de novembro. Essa votação, no entanto, pode ser comprometida porque o PMDB ameaça obstruir a pauta se não houver acordo para a votação da minirreforma ministerial.
Os deputados vão deliberar sobre o texto aprovado na semana passada na comissão especial da Câmara, que transferiu dos conselhos regionais de Medicina para a pasta da Saúde a competência de conceder registro aos participantes do programa. O texto aprovado na comissão especial também reduziu de seis para quatro anos o período máximo em que os médicos formados no exterior poderão praticar a medicina no país sem revalidar o diploma.
"Seria bom que houvesse solução no âmbito dos conselhos [estaduais]. O próprio CFM [Conselho Federal de Medicina] emitiu uma resolução sobre isso. A maior parte dos conselhos cumpriu, outros, não", explicou Mozart Sales.
Edição: Nádia Franco
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sábado, 5 de outubro de 2013

Mais Médicos chega a um mês de atuação no Distrito Federal




Novo Gama (GO) - Posto de Saúde Vale do Pedregal. Na foto, a Dra. Verusca Rodrigues (Antonio Cruz/ABr)
Brasília – Um mês após o início do trabalho dos médicos selecionados pelo Programa Mais Médicos, o impacto da atuação dos sete profissionais destacados para o Distrito Federal (DF) é positivo, mas ainda discreto. Apesar de terem agora mais acesso ao médico generalista, os pacientes alegam que faltam especialistas e que encontram muita dificuldade para fazer exames.
“Desde que este posto foi aberto, em 1984, eu nunca vi atendimento na sexta-feira. Sempre foi de segunda a quarta. Agora, com a médica nova, é que eu estou vendo atendimento sexta-feira”, disse a dona de casa Elisângela Matos, de 41 anos que, desde a inauguração, é atendida no Centro de Saúde nº 1 do Gama, uma das regiões administrativas do DF. “É um bom sinal”, ressaltou Elizângela.
Logo na entrada do posto, o paciente vê um cartaz com uma lista de remédios que estão em falta, entre eles paracetamol (comprimido), diamicron, cálcio, omemprazol e ibuprozeno.
Mesmo assim, a professora Maria Domingas, de 40 anos, ficou satisfeita por ter conseguido, em uma sexta-feira, marcar uma consulta para a segunda-feira seguinte no Centro de Saúde nº 9 de Ceilândia, o mais próximo de sua casa.
Maria Domingas disse à Agência Brasil que, em janeiro, foi examinada por um médico que pediu uma ecografia, mas ela só conseguiu marcar o exame para agosto. Feito o exame, ela tentou agendar o retorno no mesmo mês, porém, a equipe de saúde da família que atende a comunidade Por do Sol, onde ela mora, estava sem médico.
Foi essa equipe que recebeu Marcela Fukushima, formada em Brasília há um ano. Segundo a médica, o centro em que trabalha tem uma estrutura física “interessante”, embora faltem medicamentos básicos para tratamento de pacientes com doenças crônicas, como diabetes e hipertensão. “Percebi que é difícil acompanhar um paciente, já que, quando a gente encaminha para um especialista, pode levar meses para o paciente ser atendido. É mais tempo do que para exames, que já são demorados”, constatou a médica.
Marcela reconhece que, por estar em Ceilândia, área administrativa do DF, tem o privilégio de trabalhar em um centro minimamente estruturado. “Já trabalhei no interior do Goiás, e lá sim faltava tudo”, relatou.
Os médicos do programa, chamados generalistas, fazem atendimento básico em diversas áreas, como pediatria, ginecologia e psiquiatria. Caso haja necessidade, o profissional encaminha o paciente para um especialista. A ideia preconizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é que esse atendimento seja a porta de entrada da rede pública de saúde.
Os profissionais que atuam na Estratégia de Saúde da Família, na qual trabalham os médicos do Mais Médicos, também têm papel educativo na vida da comunidade em que atuam. Cada equipe deve ser composta, no mínimo, por um generalista, ou especialista em saúde da família, ou médico de família e comunidade; um enfermeiro generalista ou especialista em saúde da família; um auxiliar ou técnico de enfermagem e agentes comunitários de saúde. Cada equipe deve atender a uma média de 3.500 pessoas e as pessoas só procurem os hospitais em casos mais graves.
O Distrito Federal pediu ao Ministério da Saúde 97 profissionais do Mais Médicos. Na primeira etapa, 15 foram designados para a região, mas apenas sete estão atuando. Na segunda etapa do programa, que começou nesta semana, dos 14 médicos designados, dez se apresentaram, mas um desistiu ainda no período de acolhimento. Devido às polêmicas geradas pelo programa, alguns profissionais que  atuam no DF não quiseram falar com a  reportagem sem antes pedir autorização da Secretaria de Estado de Saúde do DF.
Perguntada pela Agência Brasil sobre a falta de remédios, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal disse, por exemplo, que o captopril, medicamento usado no tratamento da hipertensão, está disponível nas farmácias com o selo “Aqui tem farmácia popular”. A secretaria informou que os demais medicamentos serão remanejados de outras unidades, já que não estão em falta na rede.
Sobre a denúncia feita por Maria Domingas, a Secretaria de Saúde respondeu que precisaria de mais dados para ver o caso específico, mas que os atendimentos de ortopedia são feitos nos 11 centros de Saúde da Ceilândia.
Com relação aos dias de atendimento médico na unidade de Ceilândia, a SES/DF informou que o centro de saúde conta com atendimento médico de segunda à sexta-feira, e a subsecretária Rosalina Aratani Sudo disse que ela mesma já trabalhou nesta unidade por onze anos, até 2010, de segunda a sexta.
Edição: Nádia Franco

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

225 médicos cubanos do Mais Médicos chegam a Belo Horizonte (MG)


Do UOL, em São Paulo

Profissionais começam a atuar no programa Mais Médicos98 fotos

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2.out.2013 - Cerca de 250 médicos cubanos desembarcaram em Brasília durante a madrugada desta quarta-feira (2). Até o fim da semana, 2.000 médicos cubanos terão chegado ao Brasil. Na segunda-feira (7), eles iniciarão um curso com duração de três semanas, com aulas de saúde pública e língua portuguesa. Além dos 2.000 cubanos, os 149 médicos com diploma do exterior que foram selecionados para a segunda fase do Programa Mais Médicos iniciam o curso na próxima segunda-feira. As aulas ocorrerão no Distrito Federal, em Fortaleza, Vitória e Belo Horizonte. Em seguida, eles seguirão para os municípios em que vão atuar Leia mais José Cruz/Agência Brasil
Um grupo de 225 médicos cubanos que atuarão na segunda etapa do programa Mais Médicos por meio de acordo entre o Ministério da Saúde e a Opas (Organização Pan-Americana de Saúde) desembarcou na manhã desta quinta-feira (3) no aeroporto Internacional de Confins, em Belo Horizonte (MG).
De acordo com a Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária), os profissionais desembarcaram por volta das 6h27, e foram recebidos por uma comitiva do Ministério da Saúde, representado pelo secretário de Atenção à Saúde do órgão, Helvécio Magalhães. Ao todo, a capital mineira receberá 450 médicos da ilha caribenha.
  • Arte UOL Saiba qual a proporção de médicos em cada Estado e o panorama em outros países

Mais 2.000 médicos em 4 capitais

Nesta quarta-feira (2), mais 250 médicos cubanos chegaram em Brasília por volta da 1h. Um pequeno grupo aguardou os médicos estrangeiros para dar-lhes boas-vindas, com bandeiras de Cuba e do PT.
Até o final da semana, o ministério adianta que 2.000 cubanos terão desembarcado em quatro capitais brasileiras para atuar no programa.
Na próxima segunda-feira (7), os médicos iniciam as três semanas do módulo de avaliação, com aulas sobre saúde pública e Língua Portuguesa. Depois eles seguem para os municípios onde vão atuar.
As aulas ocorrerão no Distrito Federal, em Fortaleza, Vitória e Belo Horizonte. Em seguida, eles seguirão para os municípios em que vão atuar.

Primeira fase

Na primeira fase do Mais Médicos, 400 profissionais cubanos chegaram ao Brasil e passaram por curso de formação e avaliação. A previsão do Ministério da Saúde é trazer ao país, até o fim do ano, 4 mil médicos cubanos.
Esses profissionais vêm ao Brasil por meio de um acordo intermediado pela Opas e, por isso, não precisam passar pelo Revalida (Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituições de Educação Superior). Eles terão um registro provisório válido por três anos e apenas para o local designado pelo programa.
A medida desagradou a classe médica que vê na necessidade de se fazer o exame uma maneira de garantir o acesso a médicos de qualidade no país.

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