segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Em Cuba, Dilma condena embargo e agradece por Mais Médicos



Atualizado em  27 de janeiro, 2014 - 17:21 (Brasília) 19:21 GMT
Dilma e Raúl Castro na inauguração do porto de Mariel (Ag Brasil)
Dilma agradeceu Cuba 'pela enorme contribuição ao sistema de saúde brasileiro'
 
A presidente Dilma Rousseff visitou na manhã desta segunda-feira o porto de Mariel, importante investimento brasileiro em Cuba. Ela usou o evento para agradecer pelo envio de médicos para o Brasil e para criticar o embargo americano a Cuba.
"Quero aproveitar para agradecer em público o governo e ao povo cubano pela enorme contribuição ao sistema de saúde brasileiro por meio do programa Mais Médicos", disse a presidente, afirmando que os médicos cubanos estão tendo "grande aceitação" entre o povo brasileiro. Também disse que o programa é uma prova de solidariedade e cooperação nas relações entre os dois países.
Enquanto Cuba investe no envio de médicos ao Brasil, o governo brasileiro viabilizou, por meio de crédito de US$ 682 milhões do BNDES, a construção da primeira etapa do porto de Mariel.
Quando estiver concluído, esse deve ser um dos maiores portos da América Latina.

Zona especial

A maior parte do complexo foi construída pela Odebrecht. Segundo a presidente, cerca de 400 empresas brasileiras participaram do projeto.
Dilma também anunciou investimento de US$ 290 milhões em uma segunda etapa para a construção da zona especial de desenvolvimento de Mariel.
Trata-se de uma zona franca nas quais indústrias e empresas brasileiras teriam interesse em se estabelecer para exportar para países da América Central e, em um eventual fim do embargo americano a Cuba, para portos da costa leste dos EUA.
A presidente brasileira afirmou que "várias empresas" já teriam interesse em se instalar na região.
"Mesmo sendo submetido ao injusto bloqueio econômico, Cuba gera um dos três maiores volumes de comércio do Caribe", afirmou Dilma.
No porto deve vigorar um sistema diferente do resto da ilha, onde empresas terão poucas restrições para contratar, contarão com isenção de impostos e não serão obrigadas a se associar a companhias estatais.
Mas por enquanto o que se vê na área é muito mato intercalado com algumas plantações, umas poucas casas e praias paradisíacas.
Segundo analistas, o investimento em Mariel é uma aposta do governo brasileiro no futuro de Cuba. As autoridades esperam que quando o embargo chegar ao fim o país pode se tornar um importante posto avançado de exportação para os EUA de empresas brasileiras.

Embargo

Segundo Dilma, o porto inaugurado hoje tem capacidade de receber navios de classe pós-Panamax, ou seja, de grande porte com um calado (parte que fica sob a água) de mais de 18 metros. O terminal deve movimentar uma carga aproximada de 1 milhão de contêineres.
Dilma participou da inauguração ao lado do presidente Raúl Castro. Também estavam presentes os presidentes da Venezuela, Nicolás Maduro, da Bolívia, Evo Morales, e do Haiti, Michel Martelly, e outros chefes de Estado.
Na tarde desta segunda, Dilma se reúne com Raúl Castro no palácio presidencial. Na terça, ele deve participar da cúpula da Celac (Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos).


Leia mais sobre esse assunto

Tópicos relacionados

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Novo ciclo do Mais Médicos terá 2 mil médicos cubanos

Nova fase do programa terá 2.891 profissionais. Cubanos começam a chegar ao Brasil na próxima semana

              
O terceiro ciclo do programa Mais Médicos, do governo federal, terá 2 mil médicos cubanos, do total de 2.891 profissionais que farão parte desta nova fase do programa. Os cubanos, chamados para preencher as vagas não ocupadas por candidatos brasileiros e outros estrangeiros, começarão a chegar ao Brasil na próxima semana, provenientes da cooperação com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). 

 

Segundo o Ministério da Saúde, os 2 mil médicos cubanos desembarcam no Brasil a partir de terça-feira (28) em Brasília, Fortaleza e São Paulo, onde vão cursar o módulo de acolhimento e avaliação do programa. A previsão é que esses profissionais comecem a atuar nos municípios em março, junto com os demais estrangeiros participantes do terceiro ciclo.

De acordo com a pasta, 6.658 profissionais atuam pelo Mais Médicos em 2.166 cidades e 28 distritos indígenas de todo o País. A meta do governo é preencher 13 mil postos até o fim de março.

Ainda não está definido o local de atuação dos 2 mil médicos cubanos que chegam ao País na próxima semana. A distribuição só ocorrerá após o encerramento do prazo que os profissionais brasileiros têm para decidir se querem migrar do Programa de Valorização do Profissional da Atenção Básica (Provab) para o Mais Médicos.

Os 891 profissionais da seleção individual que tiveram sua participação homologada pelo Ministério da Saúde estão distribuídos em 412 cidades e oito Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI). São 423 participantes com registro profissional ou diploma revalidado no Brasil e 468 com registro profissional de outros países.

O maior número de profissionais vai atuar no Nordeste (274 profissionais), seguido do Sudeste (230), Sul (178), Norte (123) e Centro-Oeste (86). Os brasileiros começarão a atuar no dia 3 de fevereiro e os estrangeiros no dia 5 de março.


ENTENDA O 'MAIS MÉDICOS'
- Profissionais receberão bolsa de R$ 10 mil, mais ajuda de custo, e farão especialização em atenção básica durante os três anos do programa.
- As vagas serão oferecidas prioritariamente a médicos brasileiros, interessados em atuar nas regiões onde faltam profissionais.
- No caso do não preenchimento de todas as vagas, o Brasil aceitará candidaturas de estrangeiros. Eles não precisarão passar pela prova de revalidação do diploma
- O médico estrangeiro que vier ao Brasil deverá atuar na região indicada previamente pelo governo federal, seguindo a demanda dos municípios.
- Criação de 11,5 mil novas vagas de medicina em universidades federais e 12 mil de residência em todo o País, além da inclusão de um ciclo de dois anos na graduação em que os estudantes atuarão no Sistema Único de Saúde (SUS).
Para Dilma, é 'apressada' a tese de que emergentes perderão dinamismo

Presidente discursou no Fórum Econômico Mundial, em Davos.
Ela ainda afirmou que governo brasileiro não 'transige' com a inflação

 em Brasília
A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta sexta-feira (24), durante seu discurso no Fórum Econômico Mundial em Davos, que é  "apressada" a tese de que as economias dos países emergentes vão perder dinamismo com o fim da crise financeira mundial. Segundo a presidente, apesar de as economias desenvolvidas darem claros sinais de recuperação, as emergentes vão  continuar a desempenhar "papel estratégico". O discurso de Dilma durou aproximadamente trinta minutos.
"Ainda que as economias desenvolvidas mostrem claros sinais de recuperação,  as emergentes continuarão a desempenhar papel estratégico. Estamos falando de países com grandes capacidade de investimento e de ampliação do conusmo, com demanda por infraestrutura social, urbana, energia, petróleo, investimentos industriais e agrícolas [...] É apressada a tese de que após a crise as economias emergentes serão menos dinâmicas. Lá estão grandes oportunidades", afirmou a presidente.
Ainda segundo Dilma, os países emergentes são "sociedades em processo de forte mobilidade social, nas quais se consituem mercados internos dinâmicos, integrados por milhões, às vezes bilhões de consumidores".
Para a presidente, a saída definitiva da crise financeira mundial não pode prever apenas as ações a curto prazo. "É imprescindível resgatar o horizonte de médio e longo prazo para dar suporte aos diagnósticos e ações necessários para o crescimento das diferentes economias", afirmou Dilma. "Como as economias desenvolvidas foram as mais afetadas pela crise, ao dela saírem, criarão um ambiente econômico global mais favorável para todo o mundo", concluiu.
Dilma argumentou ainda que, à medida em que a crise for "se dissipando", um olhar "mais atento" sobre os países emergentes "ganhará fôlego", dentro de um novo ciclo de crescimento econômico mundial.
Ela sustentou também que o sucesso do Brasil nos próximos anos estará associado a parceria com investidores de todo o mundo e destacou a abertura do país para o investimento estrangeiro. "Sempre recebemos bem o investimento externo. Meu governo adotou medidas para facilitar ainda mais essa relação. Aspectos da conjuntura recente não devem obscurecer essa realidade. Como eu disse até aqui, o Brasil mais que precisa e mais que quer a parceria com investimento privado nacional e externo."
Inflação
A presidente falou também sobre os esforços do governo brasileiro para controlar a inflação no país. Segundo ela, o Brasil está sendo "construído sem abdicar do nosso compromisso com a solidez dos fundamentos macroeconômicos", entre eles, o controle da inflação.

"A inflação no Brasil permanece sob controle e desde 99 o Brasil segue o regime de metas. Nos últimos anos perseguimos o centro da meta e a cada ano trabalhamos para lograr esse objetivo. Os resultados até aqui estão dentro das metas. Buscamos a convergência para o centro da meta. A experiência que tivemos das elevadíssimas taxas de inflação dos anos 80 e 90 nos ensinou o poder destrutivo do descontrole de preços sobre as rendas, salário, lucros das empresas", afirmou.
"A estabilidade da moeda é hoje um valor central do nosso país. Quero enfatizar que nós não transigimos com a inflação", concluiu a presidente

sábado, 18 de janeiro de 2014

Médico diz que Schumacher "não será mais Schumacher" se despertar

Vídeo amador registra resgate do ex-piloto Michael SchumacherClique no link para iniciar o vídeo
Vídeo amador registra resgate do ex-piloto Michael Schumacher


O especialista em lesões cerebrais Richard Greenwood afirmou ao jornal inglês The Times que Michael Schumacher "não será mais Michael Schumacher" caso ele desperte do coma em que se encontra desde o acidente de esqui sofrido nos Alpes suíços, em 29 de dezembro. Segundo o médico, o alemão terá que aceitar o fato de ser uma pessoa completamente diferente.

Para Greenwood, a recuperação de Schumacher só será efetiva se ele reconhecer suas limitações e se ajustar a um estilo de vida completamente diferente após os danos.

Pilotos fazem homenagem a Schumacher em Desafio das EstrelasClique no link para iniciar o vídeo
Pilotos fazem homenagem a Schumacher em Desafio das Estrelas

O ex-piloto, heptacampeão mundial de Fórmula 1, bateu a cabeça em uma pedra após cair enquanto esquiava, e já passou por duas cirurgias na cabeça para remoção de hematomas e inchaços no cérebro.

Schumacher está sendo tratado no hospital da Universidade de Grenoble, na França, e segue em coma induzido. Na última quinta-feira, especialistas admitiram a possibilidade de o alemão permanecer em estado vegetativo para o resto da vida. Oficialmente, a versão ainda é a de que o ex-piloto está em estado "crítico, porém estável".

Terra



          
          

 
  •  Links Relacionados
 


       Campeonatos
   Últimas












Mobile Futebol
Envie FUTEBOL para 83772 ou acesse o Terra no celular ou tablet para saber tudo sobre o seu time do coração!
*Disponível para clientes Vivo

Ver mais
Acesse o terra do seu celular: m.terra.com.br

      


  •  

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014






As recentes nomeações do governador Sérgio Cabral para a Agetransp (agência reguladora dos transportes públicos) não deveria ter causado tanto escândalo. Afinal, Cabral fez bem. Escancarou logo, e colocou nos postos gente encaixada no perfil que o interessa.
Cesar Francisco Ferraz Mastrangelo, que assume vaga como conselheiro-presidente da agência, foi vice-presidente de Relações Institucionais do Metrô-Rio e participou ainda do projeto da Linha 4 do metrô. Ou seja, vai fiscalizar seu antigo emprego.
Arthur Vieira Bastos, outro nomeado, é chefe de gabinete do secretário estadual da Casa Civil Régis Fichtner e primeiro-tesoureiro do PMDB no Rio - portanto, teve contato direto com as grandes construtoras e empresas que financiaram campanhas eleitorais do governador e que também são aquelas que fazem as grandes obras no setor de transporte.
Cabral e sua Agetransp
Cabral e sua Agetransp
Como já dissemos, Cabral fez bem ao nomear estes agentes para o transporte. Afinal, eles transportam muitas vezes o que há de mais importante para seus chefes.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Panorama Político - 09-01-2014 (O Globo - Ilimar Franco)
Centralismo democrático            

                A Executiva nacional do PSDB vai aprovar resolução, no início de fevereiro, retirando a autonomia dos diretórios regionais para fechar alianças. As decisões dos estados serão submetidas ao aval da direção nacional e aos interesses da candidatura de Aécio Neves ao Planalto. Os tucanos querem evitar acordos que favoreçam candidatos à Câmara, mas não a de sua candidatura a presidente.

Comitê de recepção
Ao retirar a autonomia dos estados para fazer alianças, o comando do PSDB quer evitar que seus caciques regionais se juntem a adversários no plano nacional. A cúpula tucana não quer submeter Aécio Neves aos apetites de suas bancadas estaduais. Estas, poderiam promover acordos para reeleger seus deputados, mesmo deixando Aécio sem palanque. No pleito de 1989, o candidato do PMDB, Orestes Quércia, chegou a aeroportos no Nordeste sem ninguém para recebê-lo. Em 1994, para evitar que isso ocorresse com o ex-presidente Fernando Henrique, o então presidente do PFL, Jorge Bornhausen, se lançou candidato ao governo de Santa Catarina.

"Meu amigo Eduardo (Campos) vai precisar endurecer o couro para conviver com o baixo padrão ético com que o PT enfrenta os adversários” 

Aécio Neves
Presidente do PSDB e senador (MG)

Fato consumado
O comando do PMDB garante que a candidatura do vice Luiz Fernando Pezão ao governo do Rio está sacramentada. Dizem que após o governador Sérgio Cabral deixar o cargo, em março, ninguém vai impedir Pezão de do de concorrer à reeleição.


A sucessora
Eliane Aquino, mulher do governador de Sergipe Marcelo Déda, morto em dezembro passado em decorrência de um câncer, deverá concorrer ao Senado no lugar de seu marido, que concorreria à vaga. Entre os partidos aliados (PT, PSB e PMDB), a indicação é consenso e entendida como uma homenagem ao trabalho político de Déda.

Retrato do momento
Adversários do PT do Rio, de todas as matizes, avaliam que a candidatura ao governo do senador Lindbergh Farias “não explodiu”. O petista tem se mantido numa posição apenas discreta, abaixo de Anthony Garotinho e de Marcelo Crivella.

Apostando em novos ares
O governo vai antecipar a entrada do consórcio Changi Airports/Odebrecht no Galeão. Isso deveria ocorrer em agosto, após a Copa. Mas ele vai começar a operar em 15 de janeiro, na entrega do plano de trabalho ao ministro da Aviação Civil, Moreira Franco. A antecipação ocorrerá também no Aeroporto de Confins, já na próxima semana.

Abaixo de zero
O governo vai licitar empresa de refrigeração para amenizar o calor no terminal de passageiros do Aeroporto Santos Dumont. Para evitar empresas sem qualificação, um dos requisitos do edital será know-how em refrigeração de grandes ambientes.

E por falar em atraso
De todos os aeroportos em obras, o que está dando maior dor de cabeça ao governo é o de Fortaleza. A reforma da pista é considerada lenta e um dos temores é o de que, nesse ritmo, não seja concluída até o começo da Copa, em junho.

O Ministério da Saúde deixou de pagar emendas de muitos deputados. Elas se destinavam a hospitais, Santas Casas e instituições inadimplentes.

sábado, 4 de janeiro de 2014

Nova etapa do Programa Mais Médicos começa em fevereiro


04/01/2014 - 13h13


Cristina Indio do Brasil
Repórter da Agência Brasil


Rio de Janeiro - A terceira etapa de contratação do Programa Mais Médicos será iniciada no mês que vem com os profissionais brasileiros e, em março, com os estrangeiros. Segundo o Ministério da Saúde, a meta é atingir 13 mil médicos. Atualmente o programa conta com 6.658 profissionais, atendendo a 23 milhões de brasileiros.
Os locais onde os médicos irão trabalhar ainda não foram escolhidos. O ministério pretende contemplar municípios que não receberam profissionais do programa lançado pelo governo federal em julho de 2013.
No estado do Rio, foram beneficiadas 765,9 mil pessoas em 23 municípios, entre eles Duque de Caxias, Belford Roxo e Mesquita, na Baixada Fluminense; Campos dos Goytacazes, no norte fluminense, Petrópolis na região serrana, e a cidade do Rio. No estado, 222 profissionais fazem parte do programa, sendo 198 estrangeiros.
Na capital, trabalham 70 médicos. O maior número está nas zonas oeste (34) e norte (31). A maior parte dos 68 estrangeiros é cubana. Há ainda uma espanhola, um argentino e uma peruana. Todos atendem em unidades básicas de saúde e em clínicas da Família próximas às comunidades, e são monitorados pelos coordenadores das unidades.
Na avaliação da Secretaria Municipal de Saúde, como os médicos cubanos tinham o costume de atender em clínicas da Família de Cuba, eles se adaptaram muito bem ao trabalho no Brasil e a resposta dos pacientes é positiva.
A Bahia é o estado que recebeu mais profissionais (787). Na sequência, vêm os estados de São Paulo (588), do Ceará (572) e do Maranhão (445), onde, segundo o Ministério da Saúde, há o menor índice de médicos por mil habitantes do país (0,5).
Edição: Beto Coura
Todo o conteúdo deste site está publicado sob a Licença Creative Commons Atribuição 3.0 Brasil. Para reproduzir as matérias é necessário apenas dar crédito à Agência Brasil